TEMA: Sexo x Gênero
Nossa aula foi:
3ºA,
3ºB,
3ºC,
3ºD,
EIXO TEMÁTICO
Identidade, Preconceito e
Discriminação
HABILIDADES
Identificar os paradigmas
de sexo, sexualidade e gênero
CONTEÚDO
Diferença entre gênero,
sexo e sexualidade.
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é trabalhar o
conceito de sexo e gênero com base nas ciências sociais com ênfase na
antropologia.
Para tanto, nos serviremos de aula expositiva com base em leitura de
texto e resolução de uma questão aplicada no Enem de 2020.
MATERIAL:
SEXO, GÊNERO E SEXUALIDADE
Por
Luiz Antonio Guerra
Doutorado
em Sociologia (USP, 2021)
Mestre
em Sociologia (UnB, 2014)
Graduado
em Ciência Política (UnB, 2010)
Sexo x Gênero
As
ciências sociais têm feito nos últimos anos uma distinção entre os conceitos de
sexo e gênero. Pode-se dizer que sexo está relacionado às distinções anatômicas
e biológicas entre homens e mulheres. O sexo é referente a alguns elementos do
corpo como genitálias, aparelhos reprodutivos, seios etc. Assim, temos algumas
pessoas do sexo feminino (com vagina/vulva), algumas pessoas do sexo masculino
(com pênis) e pessoas intersexuais (casos raros em que existem genitais ambíguos
ou ausentes).
Gênero
é o termo utilizado para designar a construção social do sexo biológico. Este
conceito faz uma distinção entre a dimensão biológica e associada à natureza
(sexo) da dimensão social e associada à cultura (gênero). Apesar das sociedades
ocidentais definirem as pessoas como homens ou mulheres desde seu nascimento,
com base em suas características físicas do corpo (genitálias), as ciências
sociais argumentam que gênero se refere à organização social da relação entre
os sexos e expressa que homens e mulheres são produtos do contexto social e
histórico e não resultado da anatomia de seus corpos.
Se a
expressão social de comportamentos de homens e mulheres é puramente baseada na
natureza dos órgãos genitais, nas quais uma mulher é quem tem um aparelho
reprodutor feminino, por que existem expressões como “isso não é coisa de
mulher”? No mesmo sentido, se ser homem é ter um pênis, por que existem tantas
coisas que “não são de homem”? Esses questionamentos apontam que ser homem ou
mulher é muito mais complexo do que nascer com um pênis ou uma vagina,
extrapola os atributos físicos, envolvendo diversas regras sociais de
comportamento que são expressas através de feminilidades, masculinidades e dos
padrões de gênero.
As
maneiras como homens e mulheres se comportam correspondem a aprendizados
socioculturais que nos ensinam a agir de acordo com prescrições de cada gênero.
Exemplo disso é que existem diferenças de comportamento entre mulheres de
diferentes países, do mesmo modo, os homens de séculos atrás não se expressavam
do mesmo jeito que atualmente. As representações de gênero são distintas de uma
cultura para outra, sendo um dos objetivos dos estudos de gênero e das ciências
sociais analisar a diversidade de expressões em diferentes grupos e locais,
identificando e desnaturalizando tais padrões.
Há uma
grande expectativa social em relação às ações, atitudes e expressões de
mulheres e homens. Existem também modos e locais específicos de trabalho,
cuidado com a família, circulação, vestimenta, atração física, além de
expectativas sobre quais atividades devem ser desempenhadas por cada um dos
grupos.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Resolução da seguinte questão (que precisa ser respondida no link abaixo):
(Enem/2020 – Digital) A masculinidade, assim como a feminilidade, é uma
construção histórica e cultural. Em nossa cultura, a dança caracteriza-se, no
sentido geral, como um universo predominantemente feminino. Homens que dançam
são geralmente considerados homossexuais, por não se enquadrarem dentro das
normas culturais hegemônicas de gênero e sexualidade. Por outro lado, demonstram
a não existência de um único tipo de masculinidade, enfatizando que as
identidades humanas são múltiplas e plurais. No contexto da dança, as
representações hegemônicas de gênero e as regulações sociais que essas impõem
não se manifestam deforma igual em todas as modalidades de dança. Persiste essa
forte representação cultural ocidental que associa o balé à feminilidade e à
homossexualidade. Em outras danças, ela não se revela tão forte, e os homens
não aparecem em menor número, como nas tradicionais danças folclóricas ou no
moderno hip hop.
ANDREOLI, G. S. Representações de masculinidade na dança contemporânea.
Movimento, n. 1, 2011 (adaptado).
No que tange à identidade de gênero masculina, a dança e suas modalidades
expressam o(a)
A) padronização da inserção dos homens nessas manifestações
corporais.
B) identificação de como
essas práticas regulam uma única masculinidade.
C) reconhecimento das
diferentes masculinidades.
D) contestação das normas
sociais pelo balé.
E) reforço de uma
feminilidade hegemônica.
CLIQUE AQUI para responder à questão.
CLIQUE AQUI para visualizar as respostas dadas pelos alunos.
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